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Num Belenenses sem Norte falta no Restelo um 15 de Outubro, que Indignados já seremos uns quantos

Por estes dias discute-se em Belém um peditório. Os sócios são chamados a contribuírem financeiramente para compensar os erros das direcções. A ideia surgiu numa assembleia na qual estiveram reunidos, além dos sócios, as individualidades que inscreveram os seus nomes nos piores momentos de sempre do clube. Na minha cabeça a coisa assumia contornos dignos de um sketch do Gato Fedorento. Podia estar de um lado o actual líder a afirmar “eu fui o pior de sempre neste clube” e do outro lado a oposição a argumentar “discordo, sôtor, olhe que nós também fomos bastante medíocres”. 
Isto de quem está na gestão do clube pedir ajuda aos sócios, dando-lhes uma falsa noção de que fazem parte do processo de tomada de decisões, serve geralmente de bengala jeitosa para varrer para debaixo do tapete as responsabilidades. 

E nós, sócios, vamos respondendo afirmativamente como quem salva o objecto amado de um prédio em chamas. Por incrível que possa parecer a quem está de fora, somos nós os mais racionais da história toda. Mesmo correndo o risco de ficarmos chamuscados. 

Quem aparentemente não tem vergonha de colocar o nome do clube na praça pública é que não tem o seu papel muito bem definido nesta história. Nós, já percebemos, estamos aqui como pronto socorro. Eles, os que gerem, estão aqui não se sabe bem para quê. 

E neste momento os sócios vão discutindo a forma de pagamento da dívida situando-se a questão já na esfera da inevitabilidade. É o inevitável que surge sempre neste país: inevitável a austeridade, inevitável o corte dos subsídios e aparentemente inevitável entregar o estádio a menos que a malta se junte e oriente uns trocos. Por estes dias dou por mim a cantarolar o “Hábito Faz o Monstro” dos Rádio Macau: “Amanhã, talvez depois, antes não. Prometo que hei-de pensar, amanhã. Talvez tenha um plano ou dois, ou talvez mais, mas para já deixa passar um dia ou dois, quem sabe mais. E por que não deixar o mundo para depois, porque amanhã, quando for, há-de ser um mal menor”. 

O dia seguinte ao pagamento desta dívida será aparentemente um dia igual a tantos outros. 

Não se debate a urgência na Mudança. E não me refiro a demissões. Não estou a falar do habitual entra-e-sai. Há muito que em Belém existe o péssimo hábito da recusa em aprender com os erros cometidos. 

Então vai-se insistindo e repetindo o disparate. Poucos de nós temos dúvidas de aquilo que os sócios discutem hoje entre si, o situar das preocupações na forma como cada sócio pode entregar o seu dinheiro ao clube, anda muito perto do pior momento de sempre na vida do nosso emblema. E regresso à música para lembrar os Ornatos Violeta e o tema “Chaga”: “Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás, diz que não te afastas de algo que é também teu”. 

Se isto fosse sobre o Belenenses tenho alguma certeza de que os dirigentes, actuais e passados, iriam seguir o seu caminho enquanto olhavam a paisagem. Lá atrás estaremos nós, os sócios, a fazer respiração boca a boca e manobras de reanimação.
Gennaro, é o sócio nº 5.874

O relacionamento do Belém com as Filiais: Desconfia-se do futuro, recordando o passado e olhando o presente.

"A politica de aproximação de "Os Belenenses" às suas filiais tem vivido forte impulso desde a notável iniciativa do ex-presidente Sequeira Nunes - a volta "azul" a Portugal - que levou comitivas do clube mãe até cada uma das filiais e núcleos no continente nacional "
In Site do CFB que pode continuar a ler clicando Aqui.



“Lamento dizer que as relações entre União de Tomar e Belenenses são exactamente nada, não existem em nenhum aspecto”.
Foi assim que uma pessoa ligada ao União de Tomar, filial nº 1 do Belenenses, respondeu à minha questão sobre a natureza das relações existentes entre os dois clubes.
Obviamente que não teria sido necessário ter a resposta de forma “oficial”.
Era fácil desconfiar que o Belenenses, que vai perdendo sócios todos os dias, parece manter-se muito confortável na sua postura de uma certa altivez de quem não precisa de ninguém.
Como se fosse tão sedutor e atractivo que não tem de sair do seu pedestal para seduzir seja que adepto for.
Que eles fazem fila e dão a volta ao estádio só para ter a oportunidade de fazer parte desta família.
Em causa não está um clube qualquer. O União de Tomar é a filial nº 1 do Belenenses e como o editor do Belenenses Ilustrado tão bem tem demonstrado neste blogue, a relação entre os dois emblemas encontra raízes históricas que só a memória permite manter vivas.
No próximo dia 1 de Maio terá lugar um torneio onde será homenageada a equipa do União de Tomar que sagrou-se campeã nacional da segunda divisão na temporada 1973/74.
A iniciativa insere-se nas comemorações do 96º aniversário deste histórico do futebol nacional. Entre os clubes convidados encontram-se Benfica e Sporting de Espinho.
A presença do segundo percebe-se facilmente por ter sido o emblema com o qual o União de Tomar disputou o campeonato naquele ano.
O primeiro desperta a curiosidade em saber os motivos que estiveram na origem da sua escolha ao invés, por exemplo, do Belenenses.
“Sempre que os convidamos ou não respondem ou simplesmente exigem tudo e mais alguma coisa para uma simples participação”, disse a “fonte” do clube, rematando em jeito de lamento: “a não presença nesta homenagem é infelizmente uma consequência do afastamento entre os dois clubes”.

Procurei confrontar o Belenenses com estes factos mas as tentativas de contactar telefonicamente o clube revelaram-se sem sucesso.
Sublinho, no entanto, que não tenho nenhum tipo de suspeita sobre qualquer hipótese de falsidade naquelas declarações da pessoa ligada ao União de Tomar que com simpatia aceitou satisfazer a minha curiosidade.
Permitam-me concluir lançando uma questão: no site oficial foram publicadas a dada altura uma série de fotos alusivas à visita de dirigentes do clube às instalações de várias filiais. As imagens remontam à época de 2004.
Ainda podem ser encontradas AQUI.
Pergunto-me para que serviu essa “tournée”? Para efeitos práticos que por algum motivo não foram avante? Ou apenas para o sempre interessante “olhó passarinho”?
É que nas filiais, além de potenciais “descobertas” nos escalões de formação, estão também potenciais adeptos.
Sobretudo quando em causa estão clubes geograficamente próximos, como o caso do União de Tomar.
Oferta de bilhetes para os jogos é uma sugestão. Cedência de material desportivo com o emblema do clube é outra.
E podia estar aqui com exemplos por mais umas dez linhas.
Mas resumidamente, qualquer solução que não seja o desprezo parece-me hipótese a ter em conta.

Texto de Gennaro, que escreve no BI quando lhe apetece.
Fotos do site oficial do CFB. Cartaz do núcleo de Veteranos do U.F.C.I.T.

Daquilo que uns não gostam, outros enchem a barriga


Se a direcção do meu clube estivesse no Facebook não ia precisar do botão “gosto disto”.
Iria fazer-me mais falta um de “f... devem estar a gozar”.
Das novidades que chegaram ao Restelo desde a última vez que aqui escrevi, e entenda-se por novidades algo que seja verdadeiramente novo, ou seja dias de folga enquanto os adversários directos realizam jogos de preparação é um hábito já enraizado e por isso não conta, destaco os rumores que apontam o fim da Natação.
Desde que o futebol foi ganhando aquela característica a que alguns gostam de chamar “moderno” parece, argumentam os especialistas, que os clubes são empresas e como tal devem ser comandados com uma forte componente de gestão. O que é curioso. A mim ninguém perguntou se eu queria que o meu clube fosse uma empresa.
Se era para isso ia apoiar a EDP aos torneios do Inatel. Ainda assim, já que garantem eles que é o “modelo mais indicado”, ao menos que fosse uma empresa com alegria no trabalho. E não uma onde aparentemente existe uma grande dose de precariedade.
E onde, a julgar pela Natação, parece existir uma aposta no trabalho temporário. Parece um daqueles casos onde as pessoas viram os seus contractos de efectivos, já com dezenas de anos de dedicação à “empresa”, renegociados à má fila e sem o seu consentimento.
Não se sabe qual a “estratégia”. Aparentemente é cortar aos pedaços. Provavelmente a piscar o olho a alguma falência fraudulenta. A questão neste futebol a que alguns gostam de chamar “moderno” é que nunca ficou muito bem esclarecido o papel dos adeptos na tal “empresa”. Olhem, quem sabe se, para tornar a brincadeira mais real, não podem vestir a pele de uma espécie de Autoridade Para as Condições no Trabalho que vai exigir a revisão destes contractos para que seja restabelecida a justiça laboral.
É que sabem, estou cá desconfiado que as recentes direcções do meu clube têm vindo a jogar uma espécie de Batalha Naval.
Cada um vai tentando, à vez, ver se consegue afundar mais um pedaço de História. Talvez até ao dia em que um deles solte o grito triunfal: Belenenses ao Fundo!


PS: No café, enquanto passava os olhos por uma edição já com algumas semanas do “Correio da Manhã”, não pude deixar de reparar na secção de desporto o título em destaque numa notícia relativa ao Futsal: “Benfica esmaga Mogadouro por 5-1”. Umas linhas abaixo lia-se “Belenenses venceu Vila Verde por 7-0”. Dei por mim a pensar como seria emocionante ser adepto de um clube que esmaga os seus adversários por 5-1. Mas tenho de contentar-me em ser de um que apenas os vence por 7-0.

Texto de Gennaro, que escreve no BI quando lhe apetece.

Qual é a diferença entre um Wolksvagem "Carocha" português e um Wolksvagem "Fusca" brasileiro ?

Não se deixem enganar pelas imagens.
É tudo azul mas há um oceano a separar as duas. Literalmente.
Não há plágio mas antes momentos de inspiração.
E tal como na geografia também aqui com um oceano pelo meio. Um mar imenso de ideias.
A foto de baixo diz respeito a uma iniciativa dos criativos do Grêmio de Porto Alegre, a de cima de um adepto (sócio ?) do Belenenses.
Peço-vos para lerem novamente..
REPETINDO:
Uma trata-se de uma iniciativa oficial do clube, fruto da criatividade e marketing daquele emblema brasileiro que colocou os míticos veículos a circularem pelas ruas noticiando os seus feitos desportivos e honrando os seus Ídolos.
A outra diz respeito a um adepto, Sr. Firmino Xavier, que movido pela sua paixão decidiu personalizar desta forma o carro.
E aparentemente alguém achou giro e colocou a coisa a circular na pista de um estádio despido numa fria e chuvosa noite de Fevereiro.
Honra ao adepto em questão que, como tantos outros, faz por sua conta aquilo que devia ser responsabilidade de quem dirige: promover e divulgar o clube.
Os horizontes de quem nos vai sucessivamente comandando não estão ao nível de um oceano, nem tão pouco de um rio.
Quanto muito de um riacho. Mas daqueles com tendência para secar e desaparecer não restando depois outra coisa que não seja os sulcos cavados na terra pela antiga torrente, a memória.
Não é por acaso que a melhor iniciativa de marketing da última década no clube tenha sido da responsabilidade de adeptos. Da Fúria Azul mais concretamente.
O assumir da causa “O 4º Grande Somos Nós” voltou a colocar o Belenenses nas conversas de futebol em Portugal.
E fez sobretudo lembrar que a História é algo que não se apaga com uma borracha e volta a ser escrita ao gosto de cada um.
Na altura o Belenenses entrou numa discussão da qual os “especialistas” já o haviam excluído – recorde-se que o programa Donos da Bola analisou o tema limitando-se a questionar se seria Boavista ou Guimarães.
E assim foi criado um slogan que ainda hoje é referido e que cumpre um dos princípios base da publicidade: "bem ou mal o importante é que se fale de nós".
Uns a favor, outros contra, o certo é que “O 4º Grande Somos Nós” teve um impacto forte na imagem do clube e despertou os amantes de futebol para o seu historial.
Resultou da imaginação de um grupo de pessoas que ama o clube.
O mesmo se poderia dizer sobre o papel de alguns blogues que vão substituindo aquilo que deveria ser tarefa do site oficial.
A segunda divisão não me assusta particularmente.
O medo é do dia em que os poucos que restam digam basta e virem costas.
O Belenenses é hoje um indivíduo sem jeito para o engate.
Falta-lhe poder de sedução. O problema não é dramático porque até tem pinta e gente interessada nele não falta.
Mas não se safa se ficar em casa sossegado à espera que lhe vão lá bater à porta.


Texto de Gennaro. Fotos de "A Bola" e "Grêmio Foot Ball Porto Alegrense".

O futuro do Belenenses é negro ou somos nós que estamos de olhos fechados ?!...


Um teste. Sugiro um teste. Mas não daqueles de cruzinhas. Quero uma coisa com perguntas de desenvolvimento.

Para os sucessivos cavalheiros que vão surgindo, ano após ano, nas listas para candidatos à direcção do meu clube.
Peça-se para explicar, em quatro ou cinco linhas, um momento que o tenha emocionado como adepto do Belenenses.
Não é uma questão de história. Não é para ir aos livros, que o teste não é com consulta. É assunto pessoal. Fale de um momento que o tenha emocionado nos seus dias de adepto. Um golo que tenha ficado gravado na memória. Um instante de revolta que não mais esqueceu. Aquela equipa que o apaixonou. E seja sincero. Não minta. Esqueça os slogans e as frases feitas.
Sabem, meus caros, é que eu tenho um problema. Julgo que a única coisa que me liga a este clube é a minha paixão irracional. A mesma que me faz chegar com mais de uma hora de atraso ao trabalho porque o jogo teve trinta penaltis e a minha paixão é incompatível com greves.
Que me faz escutar com atenção o meu pai falar dos tempos em que o meu tio vestiu a camisola azul, a mesma que hoje é usada sem vergonha por mercenários, ou que aquele senhor que ali está é o Vicente.
E dedico um pouco mais de atenção para o ouvir falar do Vicente que até nisso o clube parece ter pudor em mencionar. Infelizmente parece que esta paixão é algo que caminha num sentido apenas. De cá para lá.
Até mesmo quando recuso ser cúmplice com a degradação do clube e disponho-me para o ajudar no limite das minhas competências.
Ele permanece imóvel, estático e em silêncio. Ou quando vejo que aqui e ali ainda há motivos para celebrar.
Como no futsal onde encontro treinadores que se emocionou nas derrotas e atletas que beijam a camisola nas vitórias. Ou no andebol onde a rapaziada recusa adoptar postura de submissão seja com quem for.
Mas até aqui parece que o clube recusa ser feliz. Porque escuto mais vezes do que gostaria aqueles que dizem que é tudo errado.
Que esta malta que nas modalidades verte lágrimas e suor pelo clube deve ser esquecida. Que sugam o dinheiro que podia ser canalizado para o futebol. Como se fosse possível irmos cortando tudo até nada restar.
Pelo contrário. São eles as boas práticas. É para lá que temos de olhar.
São eles a Escandinávia nesta Grécia em que se transformou o meu clube. E vão lá buscar ideias. Colaborem uns com os outros.
Assumam, se assim preferirem, que este ano baixamos de divisão.
Mas que começa-se a trabalhar já hoje num Belenenses melhor.
Num Belenenses maior. Ou então digam: não somos capazes. Tentámos e não resultou. Colocamos aqui o lugar à disposição para quem quiser tentar fazer melhor. Se ninguém surgir, então com espírito de missão mantenham-se firmes e humildes no comando. Porque eu duvido muito, mas muito, que sintam sequer metade daquilo que eu sinto por este clube. Porque se isso fosse verdade, ficaria muito surpreendido por vê-los encarar cada dia como se fosse mais um, enquanto o vosso nome fica para sempre associado ao que de pior há memória em 90 anos de existência. No meu trabalho não gosto de errar. Não é por medo do despedimento. É com medo de desiludir aqueles que confiaram em mim.

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro"
(Gabriel O Pensador,” Até Quando?”)

Texto de Gennaro - Titulo do BI

O Que Diz Gennaro

Não sou indivíduo de muitas causas.
Regra geral sigo fiel o princípio do não me chateiem o juízo que eu também não chateio ninguém. Acontece, no entanto, que aqui e ali vão surgindo alguns “cavalos de batalha” interessantes.
Um deles diz respeito ao futebol negócio.
Que trocado por miúdos é basicamente a ideia de que é possível existir futebol sem adeptos.
Ou pelo menos olhar para estes como uma parcela insignificante do “bolo”.
É uma realidade com a qual sou confrontado de forma regular.
Por exemplo nesta tarde de sábado. Dirigi-me a Alvalade (que agora tem um Lidl dentro do estádio coisa que acho fascinante) para adquirir o bilhete para o jogo.
Isto porque no Restelo, e após várias tentativas telefónicas, lá disseram que não vendiam ingressos embora não tenham sido capazes de explicar a razão.
Não protestei. Em relação aos serviços do clube já fico feliz quando atendem o telefone.
Mas como estava a dizer, fui então a Alvalade e eis quando a personagem que estava na bilheteira pede 30 euros por um bilhete para a bancada destinada aos adeptos do Belenenses. Dei gargalhada.
A pessoa, detentora de umas trombas que nem vos conto, pergunta a razão de eu estar a rir. Respondi que quando me pedem seis contos para ver um jogo de futebol penso sempre que é uma anedota. A pessoa, que garanto-vos que eram umas trombas como não se encontram nem em repartições públicas, disse que não era anedota.
Questionei se porventura o bilhete incluía extras. Do género massagistas tailandesas ao intervalo.
A pessoa perguntou, porque eu ainda não estava a ser suficientemente claro, se ia comprar ou não um bilhete. Respondi que se a ideia é juntar dinheiro para pagar as multas ao Paulo Bento que não contem comigo para o peditório.
Tomei a iniciativa de remeter a personagem para a profissão isenta de impostos da sua progenitora, virei costas e vim embora que no Restelo há futsal a preços adequados.
Deixo, contudo, o apelo à direcção do meu clube.
Na segunda volta, quando o Sporting vier ao Restelo, lembrem-se deste post e façam o favor de carregar no preço dos bilhetes. Só para retribuir a gentileza.

  • Gennaro, era o editor do Blogue "Alternativa Belém". Actualmente escreve no "Belenenses Ilustrado" quando lhe apetece.

O Ronaldo esteve para vir para o Belenenses, mas veio o Cleison, que tinha mais nome...

"(...) Li no jornal "i" de quarta-feira, dia 5, um tema curioso que aproveito para partilhar.
Fez esta quarta-feira 16 anos que o Ronaldo (o brasileiro actualmente conhecido como "Ronalducho") marcou o seu primeiro golo como profissional. Foi contra o Belenenses, num amigável com o Cruzeiro em que perdemos 2-0. O curioso é que o Figueiredo, então guarda-redes, afirma ao jornal que o Ronaldo esteve perto do Belenenses mas na altura o clube preferiu o Cleisson porque tinha mais nome...(...)" Gennaro

Ronaldo 'Fenómeno' marcou o primeiro golo sénior no dia 5 de Agosto de 1993. Foi no Restelo, ao Belenenses.

"Há patrocínios e patrocínios, mas o da Coca-Cola vingou mais que todos em 1987, quando vestiu 13 clubes brasileiros (São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Grémio, Internacional, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Bahia). Só um, porém, é que deu continuidade.


Em Agosto de 1993, o Cruzeiro apresentou-se em Portugal, com Coca-Cola nas camisolas azuis e com um tal de Ronaldo. Numa semana, o jovem de 16 anos estreou-se com o Benfica, em pleno Estádio da Luz, no dia 3 de Agosto, com 15 mil espectadores, e despediu-se nas Antas, onde o avançado brasileiro embelezou a festa do centenário do FC Porto, na noite em que Rabah Madjer voltou ao palco que o consagrou. Pelo meio, o dia 5 de Agosto, o da consagração, o do primeiro golo de sempre. Ao Belenenses, no Restelo.

Lançado por Carlos Alberto Silva, o célebre CAS (não confundir com Kas, outra bebida gaseificada, rival da Coca-Cola) que acabara de ser bicampeão português pelo FC Porto, em 1992 e 1993, Ronaldo marcou a Figueiredo. O guarda-redes não se importa. "Só é positivo por ser de quem é."

Para jogar em Portugal, o fenómeno brasileiro teve de fintar a lei. A profissão de torneiro mecânico ficou popularizada no Brasil através do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas ele não é o único filho famoso da metalurgia. Ronaldo foi registado nessa profissão, embora nunca tenha passado perto de uma fábrica.

Acontece que dar-lhe um emprego foi a maneira encontrada pelo Cruzeiro para que Ronaldo, com apenas 16 anos, pudesse entrar em torneios oficiais. Pela legislação brasileira, um jogador da formação só podia actuar caso estudasse ou trabalhasse.
Como a transferência para algum colégio de Belo Horizonte ainda não havia sido feita, o presidente cruzeirense de então, César Masci, conseguiu que Ronaldo fosse registado na empresa São José Ferramentas e Peças Lda., de propriedade de um conselheiro do clube.

Ronaldo, dono da carteira de trabalho número 61.505, assinou contrato com o Cruzeiro a 4 de Janeiro, mas a inscrição na Federação Mineira de Futebol só foi feita a 10 de Fevereiro. Daí à fama foi um passo, tão natural como a sua sede. Primeiro, dois golos na estreia pelos juniores (4-1 ao Botafogo de Matosinhos). Depois, a estreia profissional, com o Caldense, em Poços de Caldas, para o campeonato mineiro. Finalmente, o primeiro golo. O tal do Restelo.

Figueiredo, agora com 49 anos, lembra-se como se fosse ontem. "Foi um cruzamento da esquerda e ele apareceu a cabecear, perto da marca de penálti. Esteve para vir para o Belenenses, mas veio o Cleisson, que tinha mais nome."

CAS também tem boa memória. "Só tínhamos um avançado sénior para essa digressão. Era o Totó. Então, perguntei ao Benecy Queiroz [supervisor de futebol do Cruzeiro] se havia algum talento escondido. Ele indicou-me o Ronaldo. Na Luz, Ronaldo entrou na segunda parte. No Restelo, foi titular e marcou na primeira parte. Nas Antas, perdemos 3-1, mas aí já o Inter andava atrás dele."

No regresso ao Brasil, Ronaldo já era uma estrela mas continuava a ganhar mal. Menos que o salário mínimo no Brasil (380 reais). Bastou uma entrevista fenomenal à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, a queixar-se do salário e de ainda viver na Toca da Raposa (centro de treinos do clube) para tudo mudar. Dois dias depois, o Cruzeiro já aumentara o ordenado de Ronaldo, bem como lhe entregara um apartamento novinho em folha.

O primeiro anúncio da Coca-Cola apareceu num jornal norte-americano em 1893, a dizer "Coca-Cola... Estimulante!" Cem anos depois, Ronaldo, patrocinado pela Coca-Cola e lançado por CAS, deu início à carreira. Estimulante.

In jornal i por Rui Tovar, edição de 5 de Agosto de 2009
Caricatura de Ronaldo (Ex-Fenómeno e actual Ronalducho) retirada, com a devida vénia, do Blog CARICATURAS DE GRIFE

ADEUS RONALDO
Sem vídeo, goleiro que levou 1º gol de Ronaldo guarda tudo na memória
'Sabíamos que ele era fora do normal', diz o português Figueiredo, que defendeu o Belenenses em amistoso com o Cruzeiro em 1993.

Amistoso de pré-temporada do Belenenses, público pequeno e poucas - ou nenhuma? - câmeras de televisão no estádio Restelo, em Lisboa. Mas o dia 5 de agosto de 1993 entrou para a história do futebol mundial: de cabeça, Ronaldo marcou seu primeiro gol como jogador profissional na vitória de 2 a 0 do Cruzeiro. Jogada que pode ter ficado sem registro em vídeo, mas que não sai da lembrança do goleiro que buscou a bola no fundo da rede: Diamantino Tomé Figueiredo.

Atualmente com 50 anos de idade, Figueiredo é preparador de goleiros do Olhanense, nono colocado da Primeira Divisão do Campeonato Português. O ex-jogador era o camisa 1 do Belenenses, então treinado pelo brasileiro Abel Braga, e lembra bem do dia que conheceu o menino Ronaldo de 16 anos. Infelizmente, não tem e não conhece nenhum vídeo com o lance. Mas as imagens estão bem guardadas na cabeça de Figueiredo.

- Lembro perfeitamente da partida inteira. Nunca saiu da minha cabeça. Tive curiosidade de acompanhar a carreira de Ronaldo depois daquele jogo. Ele tinha muita qualidade, era fora do normal. O gol saiu depois de um cruzamento da direita, ele tocou de cabeça, por incrível que pareça, já que depois não fez mais muitos gols assim. Eu gostaria de ter este vídeo, mas não conheço ninguém que tenha. Talvez no Belenenses... Também não tenho recortes de jornal. Guardo tudo na memória - contou o ex-goleiro, por telefone.

Ronaldo estreou pelo Cruzeiro em 25 de maio de 1993 contra a Caldense (vitória de 1 a 0), pelo Campeonato Mineiro. Depois, só voltou a campo em 29 de julho no 2 a 1 sobre o Atlético-MG, também no Estadual. Em agosto, a Raposa viajou para amistosos em Portugal. No dia 3, empatou em 1 a 1 com o Benfica, partida que marcou a estreia internacional do Fenômeno. O primeiro gol com a camisa celeste saiu no jogo seguinte, contra o Belenenses: 2 a 0.
No Estádio da Luz, Ronaldo usou a camisa 15 e atuou poucos minutos no segundo tempo. Mas contra o Belenenses o atacante ganhou uma chance como titular. Para espanto dos portugueses, brilhou. Além do gol, deixou Figueiredo encantado com várias jogadas de efeito. Pelo menos uma o goleiro conseguiu salvar.

- Depois do gol, ele driblou três, quatro, a zaga toda, puxou para a direita e chutou. Defendi. Antes do jogo, nunca havia escutado falar nele. Ninguém conhecia. Mas depois, sabíamos que ele era fora do normal. E isso se confirmou - disse.

Curiosamente, a partida marcava a estreia no Belenenses do atacante Cleisson, ex-Cruzeiro. Mas, quando o juiz apitou o final do amistoso, os jogadores do time português só pensavam em uma: por que o clube não contratou o "miúdo" Ronaldo?

- Ele jogava muito, era impossível algo assim. Foi um jogo brilhante, nunca vi um miúdo fazer aquilo. Eram coisas de outro mundo. O Abel chegou a dizer que o clube deveria contratá-lo. Nós também! A diretoria chegou a pensar nisso, mas as vagas de estrangeiros já estavam completas. Se eu soubesse desse talento todo, eu mesmo teria comprado o passe! - brincou o treinador de goleiros do Olhanense.

Figueiredo encerrou a carreira em 1997, ano que o Fenômeno conquistou pela segunda vez o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa. De longe, a primeira vítima acompanhou a carreira do craque, comemorou como se fossem conquistas de um velho amigo e nunca lamentou ter levado o gol que colocou Ronaldo no caminho para brilhar no futebol.

- Esse foi um gol que nunca me importei em ter sofrido. É um orgulho. Sou pé-quente. Costumava brincar assim: "Ronaldo fez o primeiro gol em mim. E se fez gol em mim, vai conseguir fazer em qualquer um" - concluiu.

E ele fez...

Artigo da autoria de Thiago Dias publicado no 'globo esport.com' em 15/02/2011 - Fotos: 'A BOLA' e 'Divulgação'
Post actualizado em 09/04/2011.

Belenenses indignado com artigo do jornal "Público" sobre festival Super Rock

Misturar futebol com festivais de música pode não dar bom resultado.
Uma crítica do jornal "Público" aos concertos do Super Bock Super Rock em Lisboa, onde se fala do pouco público presente nos jogos do Belenenses, enfureceu os dirigentes e adeptos 'azuis'.
O jornal já pediu desculpa ao clube.


Um texto publicado no jornal "Público", com a crítica aos concertos do festival Super Bock Super Rock (SBSR) no estádio do Restelo, criou uma polémica entre o Belenenses, os organizadores do SBSR e o referido diário.
O clube emitiu um comunicado, na segunda-feira, chamando "manso" ao cronista, depois de este ter dito que "o povo esteve manso [durante os concertos]", enquanto o jornal, no editorial de ontem, pediu desculpa ao clube do Restelo.


O Belenenses divulgou a carta enviada para o director do jornal "Público ", através do seu site oficial, manifestando "a sua profunda indignação". Segundo o clube lisboeta, o artigo em causa - com o título "Festival sem festa" -, "vem carregado de ofensas a todos os que sentem 'Os Belenenses' como um clube com tradições no panorama desportivo português".
Frases como: "toda a gente que segue futebol com um mínimo de regularidade conhece a constante nudez quinzenal do Estádio do Restelo. O Belenenses joga e há duas dezenas de velhinhos nas bancadas, nem uma palha bule, é um sossego", ou "foi a festa possível e foi escassa como os fins de tarde futebolísticos no Restelo costumam ser", irritaram profundamente a direcção do clube da Cruz de Cristo e os seus associados, tal como os comentários ao artigo online deixam facilmente perceber.
A carta não poupa o autor da crónica, intitulando-o de "cobarde" e "manso".
"De uma coisa estamos certos: ao escrever como escreveu, ofendendo quem foi ao festival e os que se deslocam ao estádio, sem os enfrentar, João Bonifácio não foi corajoso (bravo, portanto), antes refugiou-se na liberdade que o senhor, enquanto director do Público lhe dá para escrever. Foi por isso, cobarde. Manso", lê-se no texto da missiva.
As bandas que actuaram no dia 18 de Julho, The Walkmen, Brandi Carlile, Mando Diao, Duffy e The Killers também não foram poupadas pelo cronista.
O Expresso contactou João Bonifácio, que não se manifestou disponível para fazer comentários sobre esta polémica.


No editorial de ontem, Nuno Pacheco fez um pedido de desculpas em nome do jornal. "(...) o Belenenses, pela sua história, actividade e prestígio, merece um público e sincero pedido de desculpas", pode ler-se no texto.
Programa radiofónico suspenso
Entretanto, o programa do "Ípsilon" - caderno do jornal "Público" onde foi publicado o referido artigo - na rádio Oxigénio, foi suspenso.
A estação de rádio pertence a Luís Montez, que também é sócio da 'Música no Coração', organizadora do SBSR.
Será pura coincidência? Luís Montez garante ao Expresso que a suspensão do programa já estava "prevista". "Não teve nada a ver com as críticas ao festival.
Este espaço de divulgação do 'Ípsilon' existe há algum tempo, mas com a grelha de Verão estamos a substituir alguns programas de 'conversa' por música. Vai retomar em Setembro", afirma.
O responsável pela Oxigénio refere ainda que existe outro jornalista do "Público" com um programa na rádio, que "não foi cancelado".
"Continuo a ter negócios com o 'Público', compro lá publicidade [de promoção a concertos e festivais organizados pela 'Música no Coração'], e já estou habituado a ler críticas negativas a concertos. Não era agora por causa deste texto que ia mudar a minha atitude para com o jornal", assegura Luís Montez, enquanto sócio da 'Música no Coração'.


Notícia EXPRESSO Edição Online

"O Belenenses joga e há duas dezenas de velhinhos nas bancadas, nem uma palha bule, é um sossego"

Caro José Manuel Fernandes,

Escrevo-lhe por estar profundamente ofendido - e este é o termo exacto - pelo artigo escrito a 20/07 no "Ipsilon" assinado pelo jornalista João Bonifácio.
Aquilo que supostamente seria a análise ao Super Bock Super Rock começou de uma forma absolutamente desnecessária na qual foi enxovalhado o nome do Belenenses, assim como a imagem dos seus adeptos.
Estou certo que o livro de estilo do "Público" faz o apelo para que os artigos jornalísticos sejam não-opinativos, isentos e factuais. O que não foi de forma nenhuma o caso.
Aliás muito me surpreendeu que, alinhando o "Público", assim como a generalidade da imprensa nacional, por uma lógica muito particular no que respeita ao tratamento ao futebol - que consiste em falar apenas em três clubes e ignorar os restantes - que alguém se tenha lembrado nesta altura do Belenenses.
Pena que o tenha feito pelas piores razões revelando uma espécie de desprezo que não fica bem a nenhum orgão de comunicação.
ainda me surpreende que, estando o "Público" a atravessar tempos conturbados em virtude da queda das vendas, e tendo os seus empregados sido praticamente obrigados a redução salarial, que um deles diga "aqui está um conjunto de leitores que não nos interessa".
Isto porque, e peço que o transmita ao jornalista em questão, ao contrario do que ele escreveu, nas bancadas está uma franja muito significativa de jovens. Mesmo naquele escalão dos "sub-30", veja lá o fenómeno.
E gente que até ao dia 20/07 lia o "Ipsilon". É inacreditável esta ideia de malta que simultaneamente vai à bola e tem interesse no que se vai escrevendo nas páginas do vosso suplemento, não é? Calculo que o seja, mas olhe que acontece.
Provavelmente a partir de agora vai deixar de acontecer. Mas olhe que acontecia. Proponho para a próxima edição um "O Público Errou: Há jovens no Restelo".

PS: Esta situação podia ser evitada se, além dos jogos com os três grandes, tivessem alguma vez destacado um jornalista para uma partida de futebol no Restelo. Em lugar de escutarem os mitos que circulam nas conversas de café. Mas afinal para quê o trabalho? Aquilo depois sai na Lusa, não é?

Cumprimentos,
Um adepto do C.F. "Os Belenenses".
  • A indignação é do Gennaro e o BI, naturalmente, assina por baixo
  • Clique AQUI para ler o artigo do PÚBLICO/ÍPSILON

O Que Diz Gennaro

O Belenenses podia ser actualmente um digno representante da filosofia tibetana.
Com tanto apelo à calma estou em crer que até o Dalai Lama se faria sócio.
Acontece que eu, desculpem lá a maçada, vou divergir do referido espírito até porque sempre tive um bocado de receio de malta que veste fatos cor de laranja. Geralmente é porque tramou alguma e foi dentro. E eu, vá lá saber-se porquê, ando preocupado.
Em Belém, se recuarmos um ano, lembramo-nos do “calma o treinador é novo e precisa de tempo”, do “calma os jogadores chegaram agora e estão a adaptar-se”, do “calma a direcção é nova deixem os homens trabalhar” e mais tarde do “calma que esta comissão de gestão vai levar o clube a bom porto”.
Mais adiante “calma que agora com o Pacheco é que é”, geralmente seguido daquela pérola do “anda Pacheco”, do “calma que os outros também vão perder pontos” e do “calma que vamos ganhar à Luz”.
É impressionante a forma como em Belém recusamo-nos a aprender com os erros cometidos.
O estágio vai bem adiantado e na defesa, sector onde na temporada passada a coisa assumiu contornos de tragédia, pouca coisa nova se vê.
O regresso de um Devic que pessoalmente não me deixou saudades ou a aposta num Rodrigo Arroz que nem sei o que vos diga. Sai o Baiano mas não entra lateral.
De resto, e voltando à filosofia da paz e amor, o Belenenses viu-se envolvido num sorteio cujos contornos há muito eram conhecidos e que em tempos aqui escrevi, para aceitar a coisa sem dizer palavra alguma.
A forma como ficámos na primeira divisão deu azo a todo o tipo de disparate na imprensa, com artigos intitulando o clube de “campeão da secretaria” (lembro-me concretamente de um do Correio da Manhã”) sem que o clube tenha feito ouvir a sua voz, apresentando, por exemplo, a enumeração dos casos onde a tal “secretaria” actuou contra nós.
O que remete para a política de comunicação sobre a qual não vou dizer nada pois seria chover no molhado. Excepto talvez que sei que existe pelo menos um sócio que fez chegar às duas últimas direcções do clube (a CG e esta) uma carta na qual colocava ao serviço do clube a sua formação na área, apresentando um projecto concreto, e acabou a ser ignorado. Das duas vezes. Pelo que sei nem um “continua a mandar postais” nem um “esta ideia não nos agrada”. Simplesmente nenhuma palavra.
E portanto, mais uma vez como no passado, a comunicação vai fazendo-se através dos blogues. Não há aprendizagem com os erros passados nem há, infelizmente, qualquer visão de futuro. Porque não nos vamos enganar.
Existe quem tenha ficado satisfeito com a queda do Estrela pois permitiu ao Belenenses ocupar o seu lugar.
Mas a verdade é que devíamos ficar preocupados.
É que “ontem” foi o Salgueiros e o Farense, “hoje” o Estrela, provavelmente “amanhã” o Setúbal ou o Estoril.
E nós pelo mesmo caminho.
Que os clubes fora do sistema” mediático -comercial” não se juntem e dêem um murro na mesa que não é preciso. Vão continuando a aceitar as regras da liga feitas à medida de sabemos bem quem.
Porque uma coisa é certa: os clubes vão tendo tendência a encerrar portas muito por culpa do futebol negócio, é certo, mas verdade seja dita também não fazem muito pela vida.


  • Gennaro, era o editor do Blogue "Alternativa Belém". Actualmente escreve no "Belenenses Ilustrado" quando lhe apetece.

O Que Diz Gennaro

Parece que a liga portuguesa, sempre disposta a inovar, decidiu que a próxima época deveria incluir alguma batota como forma de ajudar, coitados, os já de si pouco beneficiados “três grandes”.
Assim, surge a proposta de impedir a realização de derbys nas quatro primeiras jornadas ou clássicos em jornadas consecutivas.
O que basicamente introduz um dado novo ao conceito de sorteio. Supostamente um sorteio seria uma questão de sorte ou azar.
Agora a liga decide alterar isso para instituir que alguns clubes não podem ter um calendário difícil no arranque da época.
Os outros, que provavelmente até gostariam de começar o campeonato pelos jogos mais acessíveis, como forma de cimentar um plantel em construção e dar tempo aos reforços para se ambientarem, podem jogar com os chamados “grandes” logo no arranque que à liga isso pouco importa.
É uma intromissão clara nas regras do jogo e uma alteração muito séria naquilo que deveria ser o princípio base da competição: Condições iguais para todos e no fim que ganhe o melhor.
Mais há mais. Concentremo-nos, por exemplo, no entendimento (vale sempre a pena recordar que foi esta liga que decidiu dar uma interpretação muito própria à expressão goal-average) daquilo que são derbys ou clássicos.
É que a julgar por aquilo a que sempre foram associadas as citadas expressões, então vou chegar à conclusão que o Belenenses não pode defrontar o Sporting e Benfica nas quatro primeiras jornadas e não pode realizar-se, por exemplo, um Belenenses – Académica seguido de um Belenenses – Porto.
Pois no primeiro caso tratam-se de jogos entre clubes da mesma cidade e com uma rivalidade associada (derbys) e no segundo estão em causa clássicos do futebol português. Obviamente que não é isto que a liga tem em mente.
O que é proposto é que os “três grandes” não possam defrontar-se nas quatro jornadas iniciais nem em jornadas consecutivas. Existe ainda outro aspecto particularmente curioso. Há mais uma medida que defende “intercalar de jogos em algumas regiões para evitar congestionamento”. Assim a liga defende que em Lisboa quando o Benfica joga em casa o Sporting tem necessariamente de jogar fora. E vice-versa. Mas não existe mais nenhum clube em Lisboa?
Ou o Belenenses já baixou de divisão apesar de ainda faltarem nove jornadas?
O mais curioso no meio disto tudo é não se terem escutado imediatamente vozes discordantes dos restantes clubes que não os “três”.
Espero que isso chegue na altura da votação em assembléia. A menos que achem piada ao papel de palhaços no circo que é o futebol cá do burgo.
Ontem, num programa de rádio, escutei um expert do futebol aplaudir as iniciativas, adiantando que deveria reduzir-se o número de clubes para – vou citar – “tornar o futebol português mais competitivo”, adiantando como exemplo o campeonato escocês no qual apenas competem doze emblemas na liga principal.
Ora tento em conta que na Escócia ora ganha o Celtic, ora ganha o Rangers, onde é que está a puta da competitividade nesse campeonato, caralho? A sério, eu qualquer dia passo-me.

O Que Diz Gennaro

Como este fim de semana parece que o nosso clube joga contra um adversário acessível, que apenas foi campeão nacional e lidera a liga, os responsáveis entenderam que era o momento ideal para fazer as malinhas e voar para Angola.
O que me parece interessante a vários níveis.
Sobretudo se pensarmos que chegaram reforços, nomeadamente no sector defensivo, e o que seria mesmo giro era que neste momento estivessem ocupados com aquilo que se chama de “adaptação ao clube”.
É claro que isso também pode ser feito a bordo de um avião. Mas não é a mesma coisa.
Como não é a mesma coisa treinar as marcações ao Hulk e ao Lisandro a jogar contra malta do Girabola.
Mas eu até aceitava tudo isto, a sério meus caros. O problema é a tal conversa do investimento do tal senhor general.
E sobretudo ainda não ter escutado ninguém responsável pelo clube a desmentir essa hipótese. Servia algo mais ou menos assim: “Essa hipótese é interessante mas somos apenas uma comissão de gestão, logo não temos poder para tomar uma decisão dessa importância para o clube”.
E pronto, ficava eu mais descansado.
Daqui a uns meses há eleições e quem quiser abrir o capital do clube a majores, coronéis, tenentes ou malta na reserva territorial que coloque a intenção no seu programa de candidatura e se os sócios assim o desejarem colocam a cruzinha no respectivo cavalheiro.
Agora se fizerem favor não andem a maçar-me o juízo, que quando parece que está tudo bem com o nosso clube há sempre qualquer coisinha que aparece para deixar a “pulga atrás da orelha”, que é expressão que gosto muito logo a seguir a “prontos é assim”.
Então prontos é assim não vos maço mais, obrigado pela atenção.



GENNARO, era o editor do ALTERNATIVA BELÉM, escreve no "Belenenses Ilustrado" quando lhe apetece e, por acaso, esta foi a 4ª vez que lhe apeteceu.

O Que Diz Gennaro


Introdução: Começo por esclarecer a vasta e estimada audiência do "Belenenses Ilustrado" que recusei por diversas vezes o desafio de aqui escrever, acabando apenas por ceder devido a forte pressão do editor da casa. 
O gajo colocou aqui uns 10 tipos à porta do meu local de trabalho aos gritos e eu, que no fundo sou um gajo que ao mínimo sinal de pressão tremo todo, acabei por aceder ao convite. Não sou portanto responsável pela poluição deste nobre espaço com textos de qualidade duvidosa.
1) Posto isto, gostaria de partilhar convosco as primeiras impressões do regresso ao Restelo para a nova temporada. Antes de mais, estou impressionado com a Bancada Super Bock.
Em particular com o facto de não existir uma Bancada Super Bock.
A menos que se trate de uma forma inovadora de contrato publicitário onde não se faça publicidade.
“A gente paga-vos para nos patrocinarem mas não queremos nada alusivo a nós”.
Se for assim parece-me bem.
Mas noto que em Setúbal existiu estratégia diferente. Aquela malta tem por lá uma Bancada Super Bock. Mais, até tem um slogan todo catita que diz: “Special One”.
Uma alusão à bebida, ao clube, e ao outro gajo que treina em Itália e que agora não me lembro do nome.
Em Belém, se permitirem a sugestão, já estava a ver uma faixa semelhante mas com três garrafas de Super Bock e a frase “Torres de Belém”.
Podem pegar na sugestão e fazer dela o que quiserem que não é por isso que a gente se vai chatear. Se afinal já não existiu acordo então tenho um problema. Se juntar às minhas divergências com a Sagres também a Super Bock ainda dou por mim a beber Tagus.


2) De resto já esta semana ficou a saber-se que a malta vai voltar a ir a votos. O presidente deixou de o ser.
Parece que foi “pressão” e “clima de terror”. Eu sou testemunha. Pelo menos da última parte.
Posso garantir que estive presente no jogo com o Covilhã e depois com o Paços de Ferreira e realmente aquilo que se viu em campo parecia um filme de terror. Daqueles de baixo orçamento. Por falar em orçamentos, parece que voltamos a ocupar lugar entre os sete mais altos do campeonato, o que aliás se compreende se tivermos em conta que os responsáveis pelo clube avançaram com a UEFA como objectivo.
Agora olhando para isso e para fenómenos como o de Alicio Julião, que chegou, treinou, falou à imprensa....e afinal já não conta, é que eu tenho alguma dificuldade em perceber.
Mas eu sou um tipo que também raramente percebe as coisas à primeira.
Lembro-me de uma vez ter dito, num início de época, “este Petkov é que é um senhor jogador”. Mais tarde, no mesmo ano, disse “este Sallam Sow ainda nos vai render bom dinheiro”.
Até tenho vergonha de confessar estas coisas.


3) O público continua sem aparecer no Restelo.Sejam sócios ou adeptos.
Aliás, refira-se que o Belenenses deve ser o único clube a nível mundial onde um gajo que vá com regularidade ao futebol sai mais barato não ser sócio do que ser.
Senão vejamos: Sendo sócio pago 8,5 euros/mês + 6 euros de 15 em 15 dias.
Não sendo sócio pago 10 euros de 15 em 15 dias.
É claro que neste último caso não posso usufruir das inúmeras vantagens que o clube me disponibiliza por ser sócio.
Que são tantas que dava muito trabalho indicá-las todas agora.
Não fosse eu viciado naquele gesto do descola-a-quota-cola-a-nova e era capaz de começar a pensar duas vezes.